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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sociólogo critica “seletividade da atuação policial” na aplicação da Lei de Drogas


A abordagem da polícia nas ruas resulta no aprisionamento de “jovens negros e pardos” que poderiam ser reconhecidos como usuários e não traficantes
Por Igor Carvalho 
Lei de Drogas “mostra uma atuação seletiva nas pontas, nas periferias, com jovens negros e pardos e mostra a seletividade da atuação policial” (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)
O encarceramento em massa e a ação seletiva da polícia e do Judiciário levam milhares de pessoas de classes sociais mais baixas para as prisões brasileiras, tendo como justificativa a guerra às drogas.
Essa seletividade, para o sociólogo Marcelo da Silveira Campos, é explicitada quando se observa o perfil das pessoas aprisionadas por conta da Lei 11.343. São “jovens entre 18 a 29 anos, com baixa escolaridade e do sexo masculino, embora seja crescente o número de mulheres participando do tráfico, com ocupações profissionais precárias, ou seja, transitando do trabalho informal para o trabalho formal.”
Campos conseguiu traçar esse perfil ao longo do desenvolvimento de seu doutorado na USP, “Tráfico de drogas e justiça criminal, uma análise dos casos na cidade de São Paulo”. Por conta do estudo, o sociólogo analisou diversos Boletins de Ocorrência (BO) registrados na capital.
Para Campos, a chamada “guerra às drogas” permitiu operações militarizadas em São Paulo. “Você tem polícia, prisão e periferia muito juntos, funcionando seletivamente nisso.”
Confira a entrevista completa:
Qual é o perfil social do traficante e do usuário, de acordo com os boletins de ocorrência registrados em São Paulo?
No texto, inclusive, hoje eu uso o termo “origem social”, que para mim é mais preciso do que “perfil social”. Ou seja, a partir deste conceito temos um perfil de jovens entre 18 a 29 anos, com baixa escolaridade e do sexo masculino, embora seja crescente o número de mulheres participando do tráfico, com ocupações profissionais precárias, ou seja, transitando do trabalho informal para o trabalho formal, que é uma ideia discutida pela Vera Teles, esse é o perfil das pessoas encarceradas por tráfico de drogas em São Paulo.
Há uma justificativa que nos ajude a entender porque um número tão alto de encarceramento feminino por conta das drogas?
Primeiro, um novo papel da mulher nessa engrenagem, a mulher exercendo um papel mais ativo no tráfico. A segunda variante é o contrário disso, uma mulher subjugada e submissa, que é usada para transportar drogas para dentro dos presídios e no tráfico internacional, sobretudo mulheres africanas. Tanto para o homem como para a mulher há algo interessante de se observar, não só a lei [Lei 11.343] produziu esse impacto, mas tem uma mudança do mercado de drogas também, mudou o perfil de pessoas presas como mudou também o comércio de drogas feito. Mas isso não é culpa apenas da lei, porque senão perderíamos uma dinâmica social importante que o tráfico tem para essas jovens, um papel de visibilidade, papel de conquista de bens materiais, que são valorizadas nessas comunidades, e isso para homens e mulheres. Esses dias um menino falou para mim: “Como eu vou chegar no baile e pagar vinho de chinelo e bermuda?”. Então, esse elevador social é uma oportunidade que o tráfico traz, mas temos que lembrar que muita gente de classe média também comercializa drogas, mas nunca é preso porque não está enquadrado nesse perfil social do “traficante”.
É possível ao identificar esse problema social, pensar que a lógica da criminalização do usuário ela é equivocada? Criminalizar esse menino que não teve oportunidades não deveria passar distante do sistema judiciário?
Tem duas coisas, o usuário não é penalizado, ele não tem mais a privação da liberdade, mas continua sendo crime, assina-se o termo circunstancial e vai para a delegacia. O que acontece é que nessa abordagem da ponta, do policial, acaba-se pegando pessoas que no geral tem essa origem social que a gente não sabe o que de fato eles estão fazendo. Eu ouvi recentemente de um operador de direito que ele sabia que o rapaz era traficante porque tinha três tipos de drogas, aí pensei: “o usuário pode consumir mais que um tipo de drogas”, ou seja, cai na subjetividade. Isso mostra uma das fragilidades da lei, não determinar a quantidade, isso é importante e foi feito em outros países. A gente sabe que quem faz a abordagem de ponta é o policial, a gente sabe que existe muita negociação entre policial e traficante, a gente sabe que isso é fonte de renda para traficantes e policiais, então como quebramos essa corrente? Uma possibilidade é justamente determinar a quantidade permitida ao usuário, para consumo.
Qual é o parâmetro internacional que você destacaria na legislação das drogas?
Portugal. Lá, são permitidos 2,5 gramas por dia, vezes 10 dia, em relação a maconha, por exemplo. Em Portugal tem uma tabela, organizada por um órgão de saúde, com a lista das substâncias e a quantidade permitida. A pessoa presa com uma quantidade acima do permitido assina uma infração administrativa e passa a ser avaliada, não como criminosa, não passa pelos tribunais, é uma comissão formada por um representante do Ministério da Justiça, um psiquiatra, um sociólogo e um psicólogo, que fazem o que eles chama de “Comissão interdisciplinar” para avaliar essa infração e qual a melhor medida a ser tomada, mediante o histórico daquela pessoa. Quero voltar na Lei 11.343, outra coisa importante é o artigo 28, que é, em minha opinião, o ponto mais polêmico. Há, ali, está determinado que se julgará se é tráfico ou não mediante as circunstâncias sociais e pessoais do agente, bingo né? Olha para onde foi isso. É o que acontece, a polícia se utiliza dessa circunstância para criminalizar ou não, circunstâncias subjetivas.
Há um trecho do teu texto que diz: “Portanto, assumo uma perspectiva que, se por um lado diminui a complexidade do “enquadro” e dos acontecimentos anteriores à incriminação (negociações, arrego, violações, serviços e trocas recíprocas entre policiais, usuários e traficantes), por outro, defendo que esta abordagem possibilita explicitar as representações do sistema de justiça em que o não dito (o fora do legal) torna-se o legal, codificado como ‘verdade’ e acionado como dispositivo de segurança”. Pode falar um pouco sobre isso?
A ideia que eu tive neste texto é pensar como formas de representações e práticas sociais são colocadas como forma jurídicas e como discursos verdadeiros, fazendo com que esse dispositivo de segurança funcione. Então você tem representações, como o caso do travesti, ou mesmo em outro quando o policial descreve: “o indivíduo maltrapilho desceu de uma Zafira”, ou seja, esses mecanismos são acionados, colocados como discurso e entram como prática. Por quê? Ninguém tem testemunha, as únicas testemunhas são os policiais, e o juiz baseia-se nesse depoimento. Então, essa primeira abordagem, narrada pelo escrivão e pelo policial, chega ao sistema de Justiça como verdade e é reproduzida.
Essa lógica não interrompida em nenhum momento? Nem mesmo na Promotoria?
Não, em nenhum momento. A promotoria e a defesa chegam sempre com as mesmas perguntas para responder:  “Ele tem passagem?”; “Ele tem casa própria?”; “Ele tem pai e mãe?”; “Ele tem conta de água, luz e vínculo de trabalho?”. Essas perguntas determinam o que vai acontecer com ele, então tem um critério subjetivo de reprodução de dominação simbólica do Direito que faz isso, porque são perguntas completamente sem sentido algum. As audiências acabam sendo isso, você não tem depoimentos, só do policial, uma fala única da acusação e as tentativas de defesa frustradas – não por má vontade dos defensores, mas pelo volume de trabalho ao que estão expostos -. É a criminalização da pobreza, com a mesma história contada do começo ao fim.
Quais as principais mudanças entre as três leis que trataram de comercialização e consumo de drogas no Brasil?
A principal mudança é que a lei de 1976 tinha os artigos 12 e 16. O artigo 12 era o tráfico, com pena mínima de 3 anos e máxima de 15 anos, o artigo 16 referia-se ao uso de drogas no Brasil, no contexto de Ditadura, época da lei, que estabelecia que o usuário se diferenciaria com pena de prisão mínima de 6 meses e máxima de 2 anos. Essa lei, elaborada no contexto da ditadura, misturava duas coisas: Política e droga. Usar droga, significa ser subversivo, o contexto era esse, e o Brasil já adotando o discurso de “Guerra às drogas”, influenciado pelo Nixon, que associa o usuário de drogas ao terrorismo. Em 1990, se mantém o usuário com pena de reclusão e o tráfico é elevado a categoria de crime hediondo. Em 2002, ainda no governo Fernando Henrique, depois ela vai seguir no governo Lula, é enviado um Projeto de Lei no Senado para que se criasse uma de sistema de atenção a saúde social aos usuários de drogas. Então, no nível da lei, a ideia era de se criminalizar mais o tráfico, diminuindo o número de prisões punindo peixes grandes e tirar pequenos traficantes e usuários das prisões. Mas isso ficou no nível da lei, apenas. O que mostra que no Brasil as leis inovadoras esbarram nas práticas sociais de justiça criminal.
O quanto os boletins de ocorrência registrados em São Paulo cooperam para a compreensão de que existe essa criminalização da pobreza na abordagem por porte de drogas?
Lá se mostra os estigmas sociais, mostra uma atuação seletiva nas pontas, nas periferias, com jovens negros e pardos e mostra a seletividade da atuação policial, que significa que além de bairros e locais há pessoas que são escolhidas preferencialmente. É uma profecia que se auto-cumpre, eles só procuram em determinados lugares e de tanto procurar, encontram.
Em São Paulo, a chamada “Guerra às drogas” justifica as operações militarizadas?
Sim, com um dispositivo carcerário engrenado nesse sistema. Você tem polícia, prisão e periferia muito juntos, funcionando seletivamente nisso.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Estudo aponta benefícios do THC no tratamento do mal de Parkinson


Uma das principais vantagens da legalização da maconha é a possibilidade de explorar seus mais diversos usos terapêuticos. Não por acaso, conforme diminui a proibição, aumentam as pesquisas científicas na área. E dessa vez um estudo publicado pelo National Institutes of Health descobriu que o THC pode auxiliar no tratamento do mal de Parkinson.
Segundo o resumo da pesquisa: “canabinoides como o delta-9-tetrahidrocannabinol possuem efeito neuroprotetor em modelos de cultura celular animal do mal de Parkinson (DP). Num modelo de cultura de células DP demonstramos recentemente que o delta-9-tetrahidrocannabinol funciona como neuroprotetor através da ativação do receptor nuclear ativado por proliferador de peroxissomas (PPAR)”.
Mais comum em idoso, o mal de Parkinson é uma doença neurológica que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar.
Conduzido por cientistas da Plymouth University Peninsula Schools of Medicine and Dentistry, do Reino Unido, o estudo faz coro com as mais recentes pesquisas que apontam os efeitos neuroprotetores da maconha.

Misturando Cannabis e o álcool e suas conseqüências



Misturar  remédio e álcool ao mesmo tempo pode aumentar a sua intoxicação, ou para aumentar o efeito de uma das duas drogas. E o que afirmou o NCPIC em seu site a cerca do consumo de uma cervejinha e a cannabis como medicamento ou recreativa!

Às vezes as pessoas misturam duas drogas , porque eles já estão embriagados e não são capazes de tomada de decisões racionais sobre seu consumo de drogas e do seu proprio bem-estar e dos ao seu redor . Quanto mais substancias estão sendo usadas ao mesmo tempo ,  mais provável das coisas darem errado.

Sem contar com o tabaco, a forma mais comum das misturaras é o álcool e cannabis ( Maconha) . Quando as pessoas misturar cannabis e álcool juntos ao mesmo tempo , os resultados podem ser imprevisíveis . Os efeitos de cada fármaco pode ser mais potente , ou a combinação pode produzir reacções diferentes e imprevisíveis.


Quais são os efeitos da cannabis e de mistura de álcool?

Quando as pessoas fumam maconha e bebem álcool ao mesmo tempo, eles podem sentir náuseas e / ou vómitos, ou podem reagir com pânico , ansiedade ou paranóia. Misturando cannabis com álcool pode aumentar o risco de pessoas vulneráveis ​​a sintomas psicóticos.

Há alguma evidência para apoiar que com o álcool no sangue provoca uma absorção mais rápida de THC ( o ingrediente ativo na maconha que causa intoxicação ) . Isto pode levar à cannabis tendo um efeito muito mais forte do que seria normalmente e pode resultar em "Noia ' .

Noia é um termo comumente referido em uma situação onde as pessoas se sentem mal depois de fumar maconha . Eles podem ir pálido e suado, sentir tonturas , náuseas e pode até mesmo começar a vomitar. Eles geralmente sentem que têm de deitar-se imediatamente.

Parece que isso é mais provável de acontecer se a pessoa tenha bebido álcool antes de fumar maconha ao invés do contrário.

Quais são os riscos da mistura álcool e cannabis ?

Efeitos imprevisíveis - se cannabis e álcool são usados ​​ao mesmo tempo , há uma maior probabilidade de efeitos colaterais negativos que ocorrem tanto fisicamente ( adoecer) ou psicologicamente ( pânico, ansiedade e paranóia ) .
Efeitos sobre a condução de veiculos  - o efeito negativo que o álcool tem sobre a condução é bem documentada. O consumo de cannabis também afeta a capacidade da pessoa de se concentrar e reagir em situações de condução . Mesmo em baixas doses da combinação de álcool e cannabis é perigoso e coloca os motoristas, dos seus passageiros e outros em sério riscos na estrada .
Ficando muito intoxicado - tornando uma pessoa menos conscientes dos seus arredores e menos provável que seja capaz de manter o controle das situações, por exemplo, não ser capaz de cuidar de seus pertences ou para decidir sobre o sexo seguro.
Substituição de uma droga por outra - as pessoas que tentam cortar uma droga pode acabar usando mais de outra droga para ajudar a controlar os sintomas de redução da primeira droga . Por exemplo, algumas pessoas que cortam a cannabis pode ter dificuldade para dormir e começar a beber álcool à noite, para ajudá-los a dormir e vice-versa. Este tipo de uso de drogas é arriscado e pode resultar em uma pessoa que tem problemas com duas drogas em vez de um.

Gestantes , Gravidas e Amamentando !  

já se sabe que as mamães nessas situações já estão com níveis de altos de vários tipos de substancias e não são aconselhadas experimentar altas doses de THC nem Canabidiol e muito menos o Álcool.  Elas já estão com seus endocanabinoides funcionando plenamente perfeitos para aquele que vai chegar! a única parte da gestação que é aconselhado é nos primeiros meses para cortar o enjoo , mas pequenas doses de óleo de preferencia!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Na onda dos Estados Unidos, Jamaica também pretende legalizar a maconha


Embora a maconha esteja para a Jamaica assim como o Papa está para o Vaticano, a erva sempre foi ironicamente proibida – ainda que tolerada – na pátria-mãe de Bob Marley. Mas isso deve mudar em breve. Inspirado pela onda de legalização que vem ocorrendo nos Estados Unidos (vide Califórnia, Washington, Colorado…), um oficial de justiça jamaicano afirmou que o país irá considerar mudanças em suas leis relativas à canábis, flexibilizando as restrições à planta. A proposta deve ser feita antes do fim do ano.
Segundo Mark Golding, Ministro de Justiça, os recentes eventos internacionais e as mudanças nos Estados Unidos sinalizam uma mudança de atitude perante a canábis. Golding também ressaltou que a maior parte da luta contra a erva em seu país nos últimos 50 anos aconteceu justamente por insistência dos Estados Unidos .
“Já estamos trabalhando nisso há alguma tempo e o Ministério da Justiça está muito avançado no desenvolvimento de uma proposta de reforma das leis relativas à ganja”, disse Golding ao jornal jamaicano The Gleaner. ”À luz da evolução da situação internacional , particularmente neste hemisfério – e nos Estados Unidos – a situação mudou . Acho que é um momento adequado para que olhemos para as reformas nesta área”, completou.
De acordo com Golding , o Ministério da Justiça está trabalhando em uma proposta que está em consonância com um relatório internacional de 2001. A proposta de Golding não foi divulgado, mas o relatório de 2001, recomendou que a descriminalização da maconha ocorra em casos de uso privado e permitido somentel para adultos , bem como para fins religiosos sacramentais .
Na Jamaica, os seguidores do movimento sociocultural e religioso conhecido como “Rastafári” consideram a maconha como um sacramento que cerca à divindade, enquanto os mais pobres a utilizam em chá para aliviar dores.
Confira as diretrizes para a legalização da maconha na Jamaica
Em um relatório de 2001 fornecido pela Comissão Nacional sobre Ganja – presidida pelo falecida professor Barry Chevannes – chegou-se à conclusão de que muitos países haviam mudado o foco de proibição da maconha para pesquisar sobre os seus benefícios.  Na época, alguns países da União Europeia, especialmente a Holanda, tinham feito várias concessões ao uso de maconha.
Chevannes também propôs : “Por uma questão de grande urgência, a Jamaica deve investir em iniciativas diplomáticas com os seus parceiros da Comunidade do Caribe e outros países fora da região, em especial os membros da UE , com vista a (a) obter apoio para a sua posição interna , e (b) para influenciar a comunidade internacional no sentido de re-examinar a situação da canábis “.
As seguintes recomendações foram sugeridas pelo professor – e devem pautar a futura legalização na fantástica ilha de Bob Marley:
1 . As leis devem ser alteradas para que ganja seja descriminalizada no âmbito do uso privado e pessoal de pequenas quantidades por adultos;
2 . A descriminalização para uso pessoal deve excluir menores de idade;
3. A ganja deve ser descriminalizada para o uso religioso ;
4 . O processo de descriminalização deve ser acompanhado por um programa de educação contínuo em todos os meios todos, com foco principalmente nos jovens;
5. As forças de segurança devem intensificar a vigilância em grandes cultivos de ganja e ao tráfico de todas as drogas ilegais , em especial crack e cocaína;
6. Deverá ser criada uma Agência de Pesquisa sobre Canábis, em colaboração com outros países , para coordenar a investigação de todos os aspectos da planta, incluindo seus efeitos epidemiológicos e psicológicos, bem como seus potenciais farmacológico e econômico.
*Fonte: The Gleaner
**Foto: Foto: AP Photo/David McFadden

Romênia aprova legalização da Cannabis para fins medicinais

Agora os pacientes na Romênia podem receber receitas e autorizações médicas para usar legalmente a maconha medicinal para aliviar suas dores, náuseas e quaisquer problemas que a gente sabe que a maconha pode ajudar. Isso graças a duas novas leis de entorpecentes do país. Nesta semana a Romênia passa a ter a Cannabis medicinal legalizada, sendo o 10º país da União Européia a fazê-lo. 

Atualmente, a posse de maconha é ilegal em todo o país. Embora o uso da maconha recreativa ainda seja proibido, derivados da planta podem agora ser usados para tratar certas condições médicas, tais como epilepsia, câncer e esclerose.

Os fabricantes também poderão solicitar à Agência Nacional de Medicamentos a aprovação de medicamentos no mercado que contenham subprodutos da maconha, como resinas ou fragmentos de plantas.

No entanto, a legislação do país sobre substâncias entorpecentes foi alterado para prever que estes derivados da planta possam ser usados de forma a aliviar as dores e a freqüência de casos de epilepsia, câncer, esclerose múltipla, etc

De acordo com um jornal da Romênia, a posse e uso de maconha para qualquer finalidade era ilegal antes das mudanças, mas agora isso também será alterado.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Gastronomia: Bolo de chocolate com maconha


Gastronomia: Bolo de chocolate com maconha

bolo de maconha - tortas de cannabisBoa tarde lariqueiros e lariqueiras de todo esse Brasil. Hoje vamos sair da rotina, sair da culinária refinada francesa ou italiana, e falar do que uma larica daquelas nunca nega, é a preferencia de qualquer barriga que esteja roncando depois de fumar aquela vela demaconha. O bom e velho bolo de chocolate, se bem feito, é unanimidade  em qualquer sobremesa, e hoje faremos um, só que é claro, totalmente bombado, cheio de cannabis.

Para a massa, vamos precisar de:

  • 1 xícara (chá) de leite morno
  • 3 ovos
  • 4 colheres (sopa) de manteiga cannábica
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de chocolate em pó
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento químico em pó

Para a cobertura, vamos precisar de:

  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 3 colheres (sopa) de amido de milho
  • 5 colheres (sopa) de chocolate em pó
  • 1 xícara (chá) de água
  • quanto baste de sal
  • 3 colheres (sopa) de manteiga cannábica
  • 1 colhe (chá) de essência de baunilha

Primeiro deve fazer e reservar a cobertura, levando todos os ingredientes ao fogo e deixando em ponto de brigadeiro. É importante deixa-lo morno até a hora de cobrir o bolo, para facilitar o trabalho, depois pode ser resfriado.

Para fazer a massa, bata todos os ingredientes na batedeira até ficarem firmes, depois coloque em forma redonda previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo levemente. Coloque em forno pré-aquecido à 180 graus e asse por 40 minutos. Depois disso espere esfriar e retire o bolo e cubra com a cobertura, depois disso, ahhh... é só matar a danada da larica! 

Aprecie o bolo de chocolate com maconha com moderação!

compre seu mix pronto em http://maryjanemix.com/

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A proibição não funciona


Outro estudo aponta para as falhas da guerra contra as drogas foi publicado ontem por um grupo de pesquisadores norte-americanos e canadenses. O estudo foi financiado pelo Centro Internacional para a Ciência na Política de Drogas e examinado o preço relativo e potência de cocaína , heroína e maconha 1990-2010 . Através da análise dos dados existentes de vários bancos de dados da ONU e do governo, o estudo constatou que , apesar de cerca de 1000000000000 dólares gastos pelos só nos EUA , a guerra contra as drogas fracassou . Pesquisador principal Dr. Evan Madeira comentou sobre os resultados :

Estas descobertas acrescentam ao crescente corpo de evidências de que a guerra contra as drogas fracassou . Devemos olhar para implementar políticas que colocam a saúde da comunidade e segurança na vanguarda de nossos esforços.

O estudo mostrou que, embora as apreensões de maconha pela Drug Enforcement Administration EUA aumentou 465 % entre 1990 e 2010, os esforços equivocados são ineficazes. Desde 1990 , o preço da maconha diminuiu em 86%, e sua disponibilidade permanece elevado.

É claro que a proibição da maconha não é um meio eficaz para controlar o uso da droga. Em vez disso, é hora de se concentrar em políticas que são melhores para a comunidade e que o indivíduo, em vez de desperdiçar recursos no momento da detenção.

Mário Fogaço