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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Canabinoides podem ajudar no tratamento e controle da obesidade


obesity
Mantido pelo governo norte-americano, o National Institutes of Health (NIH) é não apenas um dos principais centros de pesquisas médicas do mundo, mas também uma fonte quase inesgotável de informações sobre canábis medicinal. Dessa vez, a boa nova publicada no site da entidade interessa especialmente aos gordinhos: segundo um novo estudoconduzido por pesquisadores chineses, apesar de toda larica, a ativação dos receptores de canabinoides pode ajudar a controlar o peso e tratar a obesidade.
De acordo com a pesquisa,  que foi realizada com canabinoides sintéticos, “além da eficácia significativa na perda de peso em ratos, o composto 4 [um agonista do receptor de canabinóide] está atualmente em desenvolvimento para o tratamento da obesidade e da síndrome metabólica relacionada”.
Embora a pesquisa não tenha sido feita com maconha natural, é possível presumir que, no caso da erva in natura, os efeitos sejam mais eficazes,como já apontam outros estudos divulgados pelo NIH. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Porto Rico descriminaliza a maconha

Uma nova forma de pensar em política de drogas está se espalhando pelo mundo e  o PLC 37/2013 (antigo PL 7663/10) se torna cada vez mais distante. Se o Brasil aprovar este projeto absurdo, será o único ir contra a tendência mundial de regulamentar a maconha.
O Senado de Porto Rico descriminalizou nesta quarta-feira a posse de maconha para consumo próprio, o que significa que quem portar até 14 gramas da planta estará cometendo uma infração civil e deixará de ser penalizado com três anos de prisão.
Após uma longa sessão legislativa e por meio de uma votação oral, a câmara alta da ilha caribenha abriu caminho para uma proposta que, se for aprovada agora pela câmara baixa e assinada pelo governador, poderia entrar em vigor no início de 2014.
Embora o projeto inicial fosse mais ambicioso e buscava a descriminalização da posse de 28 gramas, o Senado finalmente decidiu hoje que apenas até a metade dessa quantidade será considerada infração, o que poderia resultar em uma multa máxima de US$ 100.
Se a quantidade está entre 14 e 28 gramas o castigo máximo poderá ser de US$ 500 e seis meses de prisão, e a partir dessa quantidade se manterão as penas atuais de três anos de prisão e multa de até US$ 5 mil.
Em caso de reincidência a pena obrigatória de reclusão é de seis anos e quando é uma ofensa cometida em uma escola ou instituição o castigo se duplica.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sobre a matéria de capa da Veja dessa semana, por Rebeca Lerer:


A revista se esforça para alimentar o estigma e o moralismo contra o uso da maconha, mas é obrigada a reconhecer que as coisas estão mudando. se mostra mais favorável ao modelo norte-americano de regulação e critica a ingerência estatal da proposta uruguaia. 

O importante é que reconheceu o óbvio (a proibição está acabando) e as premissas de reduzir o poder do crime organizado e permitir o acesso ao medicamento. Imagino a reação dos leitores conservadores da Veja, que um ano atrás sofreram lavagem cerebral com uma matéria de capa sem base científica e puramente ideológica que demonizava a maconha. Que dessa confusão se inicie um debate baseado na verdade e na redução de danos. #legaliza

 por Rebeca Lerer

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Imposto Social da Maconha no Colorado!


Um ano após a votação do plebiscito que aprovou a produção, venda e o consumo de maconha para fins recreativos o estado do Colorado definiu as diretrizes de tributação do negócio canábico.
Vai ser assim: a venda do produtor para o comerciante será taxada em 15%. Este, na hora de realizar a venda para o consumidor final vai cobrar outros 10% de impostos. Considerando o preço cobrado em drogas lícitas aqui no Brasil (tabaco e bebidas alcoólicas) a taxa de 25% é bem pequena.
A tributação ganha uma importância maior quando descobrimos como o dinheiro arrecadado com os impostos da maconha será gasto. O governo do Colorado vai destinar os recursos ao financiamento de escolas públicas, a programas de atendimento a dependentes químicos e a financiar a regulamentação da maconha no Estado.
Deve ser por isso que a legalização incomoda muita gente. No tráfico, o dinheiro da venda de maconha serve para compra de armas, pagamento de propina aos agentes da lei e enriquecimento ilícitos de poucos. Com a legalização toda sociedade (inclusive os não usuários) é beneficiada;
E ai, Osmar Terra. Vai lá tentar convencer o governo e o povo do Colorado que a guerra é a melhor solução?   

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ser tocado ou Maconha para se prevenir do câncer de prostata?


Um estudo recente feito em Madri, Espanha e publicado pelo US National Institute of Health, está oferecendo esperança para aqueles que sofrem de câncer de próstata. Utilizando um composto desenvolvido para imitar os efeitos medicinais dos cannabinóides presentes na maconha, pesquisadores descobrira que ao ativar os RECEPTORES NATURAIS DE CANABINÓIDES do corpo, - coisa que ocorre naturalmente quando a cannabis é consumida - pode prevenir e até tratar alguns casos de câncer de próstata.
Embora o câncer de próstata é predominantemente um problema para os homens mais velhos - com idade superior a 65 anos, mas homens com histórico familiar de câncer de próstata tem mais risco de serem diagnosticados lá pelos seus 30 e poucos, quarenta anos
De acordo com o Instituto de Química Médica:
"Chromenopyrazolediones foram concebidos e sintetizados como agentes anticancerígenos, utilizando o conceito de multi-alvo biológico que envolve citotoxicidade quinona e as propriedades antitumorais de canabinóides. Nos ensaios de citotoxicidade de células, estas chromenopyrazolediones possuem atividade antiproliferativa contra o câncer de próstata humano e carcinoma hepatocelular. Tem sido demonstrado que a mais potente, do derivado 4 (PM49), inibe a viabilidade das células da próstata LNCaP (IC50 = 15 mM) através de um mecanismo envolvendo o stress oxidativo, o receptor PPAR e parcialmente do receptor CB1. Atua sobre o crescimento de células da próstata, causando prisão fase G0/G1 e desencadeando a apoptose, tal como avaliado através de medições de citometria de fluxo. No estudo in vivo, o composto de 4 a 2 mg / kg, bloqueia o crescimento de tumores de LNCaP e reduz o crescimento de tumores PC-3 gerados em ratinhos. Estes estudos sugerem que 4 é um bom potencial agente anticâncer contra câncer de próstata hormônio-sensível "
A conclusão deste estudo é que os canabinóides da maconha representam um "bom potencial agente anticâncerígeno contra câncer de próstata hormônio sensível (tradução livre para "Hormone Sensitive").

Você ainda acredita que o novembro é azul para quem vai ser tocado no anús?  O toque retal não pode ser visto apenas como exame físico que diagnostica precocemente o câncer da próstata. Esse exame não toca apenas na próstata; ele toca em aspectos simbólicos do ser masculino, que se não trabalhados, podem não só inviabilizar essa medida preventiva como também a atenção à saúde do homem em geral.  
basta ver essa pesquisa sobre os SENTIMENTOS EXPRESSADOS POR HOMENS APÓS O EXAME DETOQUE RETAL
 


é melhor o novembro verde concorda?  



Colorado define impostos de venda e distribuição de maconha


Um ano após se tornar o primeiro estado norte-americano a legalizar o uso de maconha recreativa entre adultos, e dois meses após definir as regras de consumo e distribuição da erva, o Colorado determinou os impostos sobre a produção e venda de maconha.
Batizada como Preposition AA, a medida taxa em 15% o imposto sobre as vendas no atacado e 10% sobre a venda no varejo. Estima-se que estes impostos irão gerar cerca de US$70 milhões em receita para 2014.

O valor é considerado alto e é comparável às taxas determinadas para o álcool e tabaco.
O dinheiro arrecadado com os impostos será usado para financiar a operação do sistema de regulação da maconha do estado e fornecer o dinheiro para a construção de escolas e sua manutenção. Curiosamente, o povo de Colorado também votou pela alteração da emenda 66, que eleva o imposto de renda para pagar a reforma da educação, mas a medida perdeu por 35% a favor e 65% contra.


Apoio inesperado

“Esta foi a última peça desta maratona política da canábis, a última etapa”, disse o republicano Dan Pabon ao The Huffington Post sobre as medidas fiscais. “É parte integrante de todo o trabalho que fizemos na parte regulatória, porque se você não tem meios para fazer valer isso, as leis serão prestadas sem sentido e esta é a última peça fundamental feito pelos legisladores”.
Houve também um forte apoio para as medidas fiscais de políticos de ambas as partes, incluindo o governador democrata Hickenlooper e procurador-geral republicano John Suthers. “Apesar da minha crença pessoal de que a legalização da maconha em nível estadual é uma política pública muito ruim, o Estado deve fazer o melhor trabalho possível para implementar Emenda 64 e regulamentar a nova indústria da maconha recreativa”, disse Suthers em agosto.
Já Hickenlooper, que já foi um dos maiores adversários da legalização da maconha no estado, exortou os eleitores de Colorado aprovar as medidas fiscais no início deste ano. “Nós precisamos garantir que temos os recursos para ter um bom quadro regulamentar para gerenciar isso”, disse ao The Denver Post.

As regras

Durante os primeiros nove meses de 2014, os dispensários varejistas só poderão vender a maconha cultivada em sua unidade de cultivo de propriedade comum, com algumas exceções. Um dispensário recreativo poderá comprar até 30% de seu estoque total, mesma quantidade que pode ser vendida a outros dispensários de maconha.
Todas as lojas de maconha no varejo devem usar a Marijuana Inventory Solution Tracking (MITS) para garantir que seus estoques serão identificados e monitorados a partir do cultivo de onde são transferidos ou instalações de fabricação até o ponto de venda.
Todos os produtos comestíveis de maconha não poderão conter mais do que um total de 100 mg de THC e dispensários devem proibir o consumo da erva ou produtos no local.