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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Atrás do Uruguai, mais países reconhecem o fracasso da guerra às drogas

Documento discutido na ONU e divulgado pelo The Guardian contém mais de cem recomendações para os países, muitas delas contrárias ao status quo sobre proibição de drogas.
Por Samuel Oakford, da IPS/Envolverde
Enquanto o Uruguai se converte no primeiro país do mundo a legalizar a produção, venda e cultivo pessoal de maconha, na Organização das Nações Unidas (ONU) se fala cada vez mais em mudar a estratégia contra as drogas. Um rascunho interno do fórum mundial, que vazou no começo deste mês, revela intensos desacordos entre os países membros sobre a política da ONU em matéria de drogas.
O documento, divulgado pelo jornal britânico The Guardian e obtido pela IPS, contém mais de cem recomendações específicas para os países, muitas delas contrárias ao status quo sobre proibição e erradicação de drogas. O texto afirma que cresce o descontentamento entre os governos e nos corredores das sedes da ONU em Nova York e Viena, onde o documento vazou do Escritório das Nações Unidas Contra a Droga e o Crime (UNODC).

Dependentes em um subúrbio de Daca, em Bangladesh (Foto Alam Kiron Map/IPS)
A Noruega, por exemplo, exorta os Estados a fazerem “perguntas relacionadas com a despenalização” e a realizarem “uma avaliação crítica do enfoque representado pela guerra contra as drogas”. O que “não é algo particularmente novo”, disse Kasia Malinowska-Sempruch, diretora do Programa Global de Política de Drogas da Open Society. “O novo é que estamos falando sobre isso. Creio que há uma espécie de fachada na ONU que diz: ‘somos uma grande família feliz’, mas essa não tem sido a realidade por anos”, apontou à IPS.
Em 1993, o México afirmou em uma carta à Assembleia Geral da ONU que, devido ao fato de “o consumo ser a força motriz da produção e do tráfico de drogas, a redução da demanda se converte na solução radical – ainda que de longo prazo – do problema”. Apesar de iniciativas políticas de redução de danos na América Latina e na Europa, as reformas dentro da ONU se veem freadas por dogmas de meados do século 20 e por serem regateadas constantemente entre seus membros.
Os preços das drogas caem e elas ficam mais puras a cada ano, enquanto os governos continuam gastando US$ 100 bilhões anuais em medidas de prevenção e castigo. A ONU estima que o tráfico de drogas cresceu para mais de US$ 350 bilhões por ano, e que até 2050 o número de consumidores aumentará 25%. No documento, a Suíça nota “com preocupação que a aplicação de leis repressivas pode obrigar os consumidores a se afastarem dos serviços de saúde pública em busca de ambientes ocultos”. Ali, “os riscos de overdose, infecções com hepatite C, HIV (vírus causador da aids) e outras doenças de transmissão sanguínea são muito altos”, alerta a Suíça.
Esse país apoiou no ano passado a proposta da Organização dos Estados Americanos (OEA) de realizar fóruns alternativos para discutir as políticas internacionais de drogas. A OEA denuncia abertamente o dano que os narcotraficantes – atraídos pelo voraz consumo na América do Norte e pelos elevados ganhos – causam em grande parte da América Latina. Em setembro, o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, disse, na Assembleia Geral da ONU, que “a guerra contra as drogas não gerou os resultados esperados, e não podemos continuar fazendo o mesmo e esperar resultados diferentes”.
Entre as recomendações do rascunho que vazou, o Equador pede “esforços especiais para conseguir uma significativa redução da demanda”, e que as medidas de prevenção e castigo incluam “pleno respeito à soberania e integridade territorial dos Estados, ao princípio de não interferência nos assuntos internos dos países e nos direitos humanos”. “Os países estão sofrendo”, disse à IPS o representante da Guatemala nas Nações Unidas, Gert Rosenthal, “mas a eles se diz que devem fortalecer a proibição”.
Confira também:
Esse tipo de documento é reelaborado a portas fechadas, para ser convertido em recomendações unificadas de políticas. Nesse caso se procura apresentar uma declaração de consenso na Revisão de Alto Nível que a Comissão de Narcóticos realizará em março de 2014 em Viena, na Áustria. Esse encontro vai preparar o cenário para a Sessão Especial da Assembleia Geral da ONU de 2016, quando se espera que os Estados Unidos tracem uma nova política a respeito de drogas para a próxima década.
O processo para obter consenso, que poderia dar um enorme controle aos já poderosos países favoráveis à proibição, como Rússia e Estados Unidos, sofre duras críticas, explicou Tom Blickiman, pesquisador do Transnational Institute, em Amsterdã, na Holanda. “Se um país bloqueia as reformas, podem ter êxito. Os países estão cansados, não deveria ser dessa maneira”, pontuou à IPS.
Nas negociações, a União Europeia fala em nome de todos seus membros, homogeneizando opiniões, disse Malinowska-Sempruch. “A voz de Portugal e de outros países mais progressistas é sufocada porque fazem parte de um bloco maior”, acrescentou. Um porta-voz da UNODC disse à IPS que não faria comentários sobre rascunhos de documentos nem sobre o processo de consenso.
Desde que a Convenção Única de 1961 sobre Narcóticos, fortemente influenciada pelos Estados Unidos, preparou o caminho para a moderna guerra contra as drogas, os países se esforçam para cumprir suas obrigações legais. Até hoje, a maioria ainda enfrenta o narcotráfico com os parâmetros desse pacto e da Convenção de 1971 sobre Substâncias Psicotrópicas. Os acordos exigiram dos países total proibição dos estupefacientes.
Segundo a convenção de 1961, certas plantas e seus derivados são considerados ilegaisprima facie (à primeira vista). Mas, segundo a de 1971, que se aplica a drogas psicoativas e farmacêuticas produzidas em sua maioria no Ocidente, a proibição só cabe quando se demonstra o perigo da droga. Essa disparidade significa que, aos olhos do direito internacional, quem consome folha de coca nos Andes é tão digno de castigo quanto os consumidores de Oxycontin e metanfetaminas nos Estados Unidos.
“Algumas drogas foram endemoniadas e é difícil fazer o relógio retroceder”, argumentou Blickman. Nos Estados Unidos, a Lei Contra o Abuso de Drogas, de 1986, introduziu penas mínimas para os consumidores que garantiram à nascente indústria de prisões privadas um fluxo constante de detentos. E uma convenção da ONU de 1988, exigindo que os países signatários penalizem a posse de drogas, converteu os viciados em uma nova classe de criminosos internacionais.
Para países como o Uruguai, que no dia 10 aprovou um revolucionário regime de produção, venda e autocultivo legal de maconha, driblar os acordos internacionais pode ser um delicado jogo geopolítico. A nova lei uruguaia coloca todo o sistema sob controle do Estado e autoriza a  venda de até 40 gramas por mês a cada usuário, que será inscrito em um registro. Contudo, a Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes (Jife), encarregada de supervisionar o cumprimento das convenções, alertou que a lei uruguaia “violaria a Convenção Única de 1961 sobre Estupefacientes”.
“Basta olhar para Suíça ou Alemanha, que têm locais onde se pode aplicar heroína, ou a Holanda com seus cafés, ou Portugal ou Uruguai, para notar que há países que pensam que deve haver políticas diferentes”, disse Malinowska-Sempruch. No entanto, enquanto esses países se destacam nas notícias (Portugal eliminou as penas para consumidores em 2001), nações pequenas temem desagradar Estados Unidos e Rússia, eternos doadores e membros com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.
Segundo a lei norte-americana, o Departamento de Estado deve publicar anualmente um relatório avaliando se os beneficiários da ajuda cumpriram as “metas e os objetivos” do acordo de 1988. “Nem todos os países se interessam por esse problema a ponto de se tornarem inimigos, porque sabem que necessitarão desses votos para o que realmente lhes interessa”, afirmou Malinowska-Sempruch. A maioria dos recursos da UNODC vem de Estados membros, que podem condicionar suas contribuições para “fundos com propósitos especiais”.
O governo suíço, que começou a oferecer tratamento com heroína para viciados em 2008, se retratou em uma entrevista coletiva dizendo que o documento que vazou é parte de uma sessão de “intercâmbio de ideias” e que “de forma alguma significa apoio ou tentativa de mudar as três convenções da ONU sobre drogas”. Embora a sessão de 2016 possa marcar um ponto de inflexão, para muitos a reforma ocorrerá nos fatos. Como os tratados internacionais existem simplesmente porque os países os cumprem, ignorá-los pode ser mais efetivo do que qualquer outra medida.
“Há margem na Convenção”, apontou Blickman. Se os países deslizam nele, a “Jife não poderá fazer muito além de proibir a entrada de certas drogas (farmacêuticas) para o país”, acrescentou. E se essa tendência continuar, a ignorada Jife pode acabar convertida em uma raridade de biblioteca. Em seu informe anual de 2010, a empresa de prisões privadas Corrections Corporation of America alertou seus investidores que qualquer mudança nas leis “sobre drogas e substâncias controladas ou sobre imigração ilegal pode afetar o número de pessoas presas, condenadas e sentenciadas, e, portanto, reduzir a demanda por instalações correcionais”.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

LEGALIZOU! URUGUAI É O PRIMEIRO PAÍS A LEGALIZAR PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO DE MACONHA

Após uma votação longa e apertada, no melhor estilo baseadão, o Senado uruguaio aprovou o projeto de lei que torna o país o primeiro a regulamentar todas as etapas da economia da cannabis. Ousadia mundial que virou lei nacional dos nossos vizinhos do sul. Hoje são eles, amanhã seremos nós. Afinal, som@s tod@s herman@s e merecemos curtir as brisas do progresso em vez das brasas do atraso. O Uruguai é aqui: LEGALIZA!
O projeto deve ser sancionado pelo presidente Mujica em até 10 dias e implementado ainda este ano.




Fonte: hempadão

Novo estudo comprova: uso de maconha não causa esquizofrenia

Se tem um mito insistente, irritante e equivocado sobre a maconha é o de que a erva causa esquizofrenia. Graças à ciência, no entanto, mais essa falácia proibicionista é derrubada aos poucos. Publicado na revistaSchizophrenia Research, um novo estudo encontrou evidências de que o consumo de canábis – sejá lá com que frequência e em quais quantidades – não leva a um aumento dos casos de esquizofrenia.
Conduzida por uma equipe de cientistas da Harvard University, nos Estados Unidos, a pesquisa contraria as décadas de propaganda proibicionista que tem servido para embasar uma série de argumentos coxinhas, como os proferidos por fantoches como Dr. Ronaldo Laranjeiras.
Durante o estudo, os pesquisadores avaliaram os pacientes divididos em quatro grupos de amostras, incluindo os não- psicóticos, sem o uso de drogas; os não- psicóticos que usam canábis; aqueles com psicose sem o uso de drogas e, por fim, pacientes com psicose que fazem uso de maconha. Todos os usuários de maconha estudados fizeram uso da erva durante a adolescência e não utilizaram nenhuma outra droga, com exceção do álcool.
Liderado por Lynn DeLisi, professor de psiquiatria da Harvard Medical School, o estudo concluiu que “ter um risco familiar mórbido para desenvolver a esquizofrenia pode ser a base subjacente para o desenvolvimento da doença em usuários de maconha – e não o uso de maconha por si só”.
Vale lembrar que este é apenas um dos vários estudos publicados recentemente e que ajudam a derrubar um dos mitos favoritos dos coxinhas de proibicionistas de plantão. Veja mais informações sobre maconha X esquizofrenia clicando aqui. 

Fonte: http://maryjuana.com.br

sábado, 7 de dezembro de 2013

Guerra as drogas é uma disfarce de Racismo Político

Eu nunca me filiei a nenhum partido. Prá mim, aderir a qualquer doutrina é terceirizar sua autonomia intelectual. Digo isso com todo respeito a quem se entendeu de forma diferente com alguma instituição desta natureza. Se filiar a um partido não significa, necessariamente, aderir a uma doutrina. Mas comigo nunca pareceu atraente aderir a qualquer forma de sistematização de posturas e ideias. Sempre me identifiquei com a ideia de ascensão das classes oprimidas ao poder constituído nos termos disso que formalmente chamamos democracia. Porém, a dita "democracia" nunca me enganou. Vivemos uma Lobbycracia e o período importantíssimo para o aperfeiçoamento da cidadania pós-diatadura declarada foi enormemente beneficiado pela chamada "militância de esquerda" da qual eu participava ativamente. O PT e o Lula prestaram grandes serviços e grandes desserviços ao país. O governo Dilma tem muitos méritos mas é um vexame em vários aspectos. Vivemos um limbo pós desilusão. O importante é entender que o SISTEMA* precisa melhorar. Eu não vejo essa clareza em figuras caricatas de intelectuais de vanguarda como Lobão, Arnaldo Jabor e cia... Nadar conforme a maré, prá aderir à revolta da moda, eu nunca fiz. O Lobão já foi alguém que eu admirei e não admiro mais, Porém, as coisas que ele fez que eu admirei, eu ainda admiro. Lobão é um cara sensível e guerreiro, que cometeu o equivoco de colecionar rancores ao longo de sua honrosa história de batalhas. O rancor ocupa muito espaço de processamento cerebral e gera loops de feedforward que fazem o cérebro ficar reverberando a ativação de circuitos dedicados à agressão e ao planejamento do mau. Isso ocupa tempo e espaço da maquinaria cerebral. A raiva devorou a inteligência e a sensibilidade do Lobão. Infelizmente, Lobão esqueceu a força dos corações psicodélicos na amargura das noites solitárias de chuva lá fora. Ser diferente é difícil, sentir frio e manter a ternura, não é fácil. Mas pode ser feito. Infelizmente, coragem prá nadar contra a corrente é uma atitude desgastante, mas não é pretexto para aposentá-la e garantir a penção com essa postura ridícula de Rei Momo desnutrido deste carnaval venal de sandices neo-retrógradas que tomou conta da mídia e de boa parte da juventude brasileira. * {Precisa mudar para uma forma aprimorada de democracia participativa!

Dr.Renato Malcher-Lopes



Renato Malcher é Mestre em Biologia Molecular pela Universidade de Brasilia, doutor (Ph.D) em Neurociências pela Universidade Tulane (New Orleans, EUA), Fez Pós-Doutorado em Neurofisiologia Celular na Escola Politécnica de Lausanne- Suiça e em Bioquímica Analítica, na EMBRAPA. É professor adjunto do Departamento de Fisiologia da Universidade de Brasília e primeiro autor do livro "Maconha, Cérebro e Saúde" escrito em colaboração com Sidarta Ribeiro.



Vídeos com Dr.Renato Malcher
Folha - Debate sobre a Legalização da Maconha
3a1 - Maconha em debate
Abaixo segue a lista de postagens relacionadas ao Dr.Renato Malcher :
Maconha - Uma Planta Medicinal
Maconha, Esquizofrenia e o Paradoxo Ético dos Psiquiatras que são Contra o Uso Medicinal da Maconha
Estudo explica elo entre Maconha e Fome
A Maconha Desmistificada

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sem Partidos , pró-legal com o doutor!

Eu nunca me filiei a nenhum partido. Prá mim, aderir a qualquer doutrina é terceirizar sua autonomia intelectual. Digo isso com todo respeito a quem se entendeu de forma diferente com alguma instituição desta natureza. Se filiar a um partido não significa, necessariamente, aderir a uma doutrina. Mas comigo nunca pareceu atraente aderir a qualquer forma de sistematização de posturas e ideias. Sempre me identifiquei com a ideia de ascensão das classes oprimidas ao poder constituído nos termos disso que formalmente chamamos democracia. Porém, a dita "democracia" nunca me enganou. Vivemos uma Lobbycracia e o período importantíssimo para o aperfeiçoamento da cidadania pós-diatadura declarada foi enormemente beneficiado pela chamada "militância de esquerda" da qual eu participava ativamente. O PT e o Lula prestaram grandes serviços e grandes desserviços ao país. O governo Dilma tem muitos méritos mas é um vexame em vários aspectos. Vivemos um limbo pós desilusão. O importante é entender que o SISTEMA precisa mudar. Eu não vejo essa clareza em figuras caricatas de intelectuais de vanguarda como Lobão, Arnaldo Jabor e cia... Nadar conforme a maré, prá aderir à revolta da moda, eu nunca fiz.
O Lobão já foi alguém que eu admirei e não admiro mais, Porém, as coisas que ele fez que eu admirei, eu ainda admiro. Lobão é um cara sensível e guerreiro, que cometeu o equivoco de colecionar rancores ao longo de sua honrosa história de batalhas. O rancor ocupa muito espaço de processamento cerebral e gera loops de feedforward que fazem o cérebro ficar reverberando a ativação de circuitos dedicados à agressão e ao planejamento do mau. Isso ocupa tempo e espaço da maquinaria cerebral. A raiva devorou a inteligência e a sensibilidade do Lobão. Infelizmente, Lobão esqueceu a força dos corações psicodélicos na amargura das noites solitárias de chuva lá fora. Ser diferente é difícil, sentir frio e manter a ternura, não é fácil. Mas pode ser feito. Infelizmente, coragem prá nadar contra a corrente é uma atitude desgastante, mas não é pretexto para aposentá-la e garantir a penção com essa postura ridícula de Rei Momo desnutrido deste carnaval venal de sandices neo-retrógradas que tomou conta da mídia e de boa parte da juventude brasileira.




Renato Malcher é Mestre em Biologia Molecular pela Universidade de Brasilia, doutor (Ph.D) em Neurociências pela Universidade Tulane (New Orleans, EUA), Fez Pós-Doutorado em Neurofisiologia Celular na Escola Politécnica de Lausanne- Suiça e em Bioquímica Analítica, na EMBRAPA. É professor adjunto do Departamento de Fisiologia da Universidade de Brasília e primeiro autor do livro "Maconha, Cérebro e Saúde" escrito em colaboração com Sidarta Ribeiro.



Vídeos com Dr.Renato Malcher
Folha - Debate sobre a Legalização da Maconha
3a1 - Maconha em debate
Abaixo segue a lista de postagens relacionadas ao Dr.Renato Malcher :
Maconha - Uma Planta Medicinal
Maconha, Esquizofrenia e o Paradoxo Ético dos Psiquiatras que são Contra o Uso Medicinal da Maconha
Estudo explica elo entre Maconha e Fome
A Maconha Desmistificada

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

DIA NACIONAL PELA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA E COMBATE AO CÂNCER

Para reafirmar o caráter medicinal da maconha, a Rede Nacional de Coletivos e Ativistas pela Legalização da Maconha, criada durante o encontro Rio+4:20 – espaço que reuniu coletivos e ativistas antiproibicionistas na Cúpula dos Povos em 2012, resolveu propôr um ato pela legalização da maconha medicinal no mesmo dia do Dia Nacional de Combate ao Câncer – 27 de novembro.
Diante disso, os coletivos antiproibicionistas de diversas partes do Brasil, convocam a todos a participarem dos atos que ressaltam a legalização da maconha, inclusive para fins medicinais no combate contra o câncer, além de manter sempre viva a brasa pela luta da legalização da erva.
Caso a sua cidade não tenha um Dia pela Legalização da Maconha, organize um!
Confira os locais, clicando na sua cidade e acessando o evento no face! Confirme presença, convide, compartilhe e compareça!
A mudança depende de você!
Rio de Janeiro – (RJ)12:00 - Concentração Niterói Dce UFF – Cultura Verde14:20 – Largo de São Francisco (início do ato)
São Paulo – (SP)27 de novembro 14:20 - Saída do Metro das Clinicas lado ímpar
13 de dezembro 14:00 – Saída do Metro das Clinicas
Fortaleza – (CE)16:00 – Praça da BNB
Campinas (SP)17:30 – Auditório IFCH na UNICAMP
Recife (PE)18:00 – Praça Artur Oscar
Belo Horizonte (MG) EVENTO MARCADO PARA O DIA 30 de NOVEMBRO!14:00 – Viaduto Santa Tereza

Brasília (DF)
16:20 – Praça dos Três Poderes
Guarulhos (SP)16:20 – Praça Tereza Cristina
Belém (PA) 
Sem hora e local definidos – Verifique o evento no Facebook
Campo Grande (MS)19:00 – Anfiteatro do CCHS – UFMS
Manaus (AM)16:20 – Parque dos Bilhares
Cuiabá (MT)
19:20 – Restaurante Universitário da UFMT
Pres. Prudente (SP)Sem hora e local definidos – Verifique o evento no Facebook
Aracaju (SE)18:00 – Viaduto do D.I.A
Santa Maria (RS)Semana Novembro Verde de 22 à 30 de novembro
Dia 27 às 19:00 – Praça dos Bombeiros
Foz do Iguaçu (PR)14:00 – Concentração em frente ao Zoológico Municipal (ao lado do TTU)
João Pessoa (PB)  19:00 –05/12 Cannabis na Roda - UFPB
Fonte: Smkbd

Comissão do Senado uruguaio aprova legalização de produção e venda de maconha

A Comissão de Saúde do Senado do Uruguai aprovou na noite de quinta-feira (26/11) o projeto de legalização da compra e venda e cultivo de maconha que tinha sido aprovado anteriormente na Câmara dos Deputados. Agora, o projeto segue para o plenário, onde deverá ser votado na semana que vem.
Cartaz da Ultima Marcha
O presidente da Comissão de Saúde, o senador Alfredo Solari, do opositor Partido Colorado, disse à rádio El Espectador que a aprovação do projeto -possível pelos votos da governista Frente Ampla (FA) – deixa “um sabor muito amargo pela irresponsabilidade com que foi conduzido” pelo bloco governamental. Segundo ele, é um projeto de “quarenta e tantos artigos onde todos eles, praticamente, têm observações, algumas não tão importantes, mas outras muito, com casos de inconstitucionalidade”, afirmou.
“No entanto, [o projeto] foi votado assim como veio da Câmara dos Deputados para que não tivesse que voltar a esta casa porque nela não estão assegurados os votos para que pudesse passar”, acrescentou.
O senador Robert Conde, um dos integrantes do FA na Comissão de Saúde, disse à Agência Efe que o plano governamental “não tem nenhuma inconstitucionalidade, somente um artigo onde se coloca a necessidade de que a educação sobre drogas seja incorporada à educação secundária pública”.
“Entende-se que pode estar invadindo a autonomia das autoridades da educação”, mas estas “podem tomar o espírito do artigo e aplicá-lo como elas entenderem melhor dentro do campo de sua autonomia”, argumentou.
A oposição também critica a criação de um Instituto de Regulação da Cannabis (IRCA), com funções de supervisão, e a nomeação de um titular. O órgão será responsável por emitir licenças e controlar a produção e a distribuição da maconha.
Os consumidores registrados poderão comprar maconha em farmácias especialmente habilitadas, até um máximo de 40 gramas por mês, ou cultivar em casa até seis plantas que produzam não mais de 480 gramas por colheita.
A Constituição uruguaia, porém, impede a criação de cargos públicos um ano antes de eleições. As próximas estão previstas para outubro de 2014. De acordo com o senador governista, o instituto é “público, mas, de direito privado” e não se encaixaria nesta norma.
A Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), da ONU, advertiu na semana passada ao Uruguai que a lei sobre a maconha viola os tratados internacionais assinados pelo país.